A LENI RIEFENSTHAL DOS OPRIMIDOS

A mais célebre cineasta contemporânea, a brasileira coreana norte-americana Iara Lee, autora de dois documentários independentes: Synthetic Pleasures (1995) e Modulations (1998), e de meia dúzia de curtas mais obscuros, foi à sede da ONU, em Nova York, mostrar as imagens do vídeo que editou sobre o ataque israelense ao barco pirata Mavi Marmara, legitimamente interceptado ao tentar furar o bloqueio israelense que impede o transporte de armas para Gaza.

Não se trata de uma inocente útil usada por terroristas, mas, como Leni Riefenstahl, de uma artista livre engajada numa causa: em 2003, Iara Lee foi deportada da fronteira com a Jordânia, onde agitava. Em 2004, foi detida em Tel Aviv, onde agitava, e deportada. Em 2006, morando e agitando no Líbano, foi outra vez presa e deportada de Israel. Ao agitar agora na Mavi Marmara, Iara foi deportada de Israel pela quarta vez…  “Trabalho com os palestinos de forma incipiente”, ela declarou ao Terra: imaginem se trabalhasse de forma não-incipiente (seja lá o que ela queira dizer com isso).

A ativista Audrey Bromso também declarou à CNN turca que os barcos levavam mais que ajuda humanitária – permitida por Israel. A “Flotilha da Liberdade” levaria, segundo seu depoimento, casas pré-fabricadas e cimento, que ela chamou de ajuda de reconstrução. Ora, é largamente sabido que Israel proíbe a entrada de cimento na Faixa de Gaza para evitar a construção de túneis de contrabando de armas. Com essa proibição conseguiu evitar até agora ataques à população israelense, numa trégua com os palestinos, que os pacifistas desejam romper com o fim do bloqueio.

Engajada nessa causa pacifista, impaciente pela eclosão de uma nova guerra entre israelenses e palestinos, Iara Lee mostrou à ONU sua edição de 60 minutos dos 90 minutos de imagens gravadas dentro do barco por um cinegrafista sérvio, que, apesar de ter feito todo o trabalho, permanece sem crédito – mas Leni Riefenstahl fazia o mesmo, assumindo como seu o trabalho de dezenas de cinegrafistas contratados por sua produtora.

As cenas mostram ativistas com coletes e máscaras contra gás rezando a Alá e preparando-se para um confronto com soldados judeus. Um esquadrão de comunicadores fanáticos, equipados com computadores e câmaras de última geração – não custa lembrar que Iara Lee avaliou seu equipamento perdido em 15o mil dólares – transmitem mundo afora a mais infernal propaganda palestina. Quando os barcos israelenses chegam, ouvem-se tiros.

Rastros de sangue escorrem pela parede do andar de cima para o de baixo, onde o cinegrafista faz, de modo seguro, seus ousados registros. Um helicóptero sobrevoa a embarcação. Os corajosos tripulantes, na mais patética imagem de toda a história das culturas de resistência, lançam, contra o helicóptero israelense, uns pedregulhos com seus estilingues. O helicóptero se afasta dessa Intifada. Vitória? Não, feridos são trazidos para baixo. Soldados correm e gritam, enquanto o alarme do barco dispara. Os ativistas acabaram presos, mas isso o vídeo já não pode registrar.

Por alguma razão, a edição de Iara Lee suprime desse chamado material bruto (mas bem selecionado) os linchamentos dos primeiros soldados judeus que desceram ao barco. Os eventos registrados na sua edição capciosa decorreram após aquelas agressões. O vídeo mostra apenas a chegada do reforço  àqueles primeiros soldados judeus. Tampouco mostra o confronto entre os pacifistas armados e os soldados, que resultou em 9 mortes e dezenas de feridos. Ela mesma admitiu: “Eu só tenho uma geral, não tenho os close-ups dos caras assassinando a gente.”. Essa declaração ela fez, evidentemente, pouco depois de ter sido assassinada.

Impossível saber se no material suprimido da edição de Iara Lee havia registros das ações dos linchadores que espancaram e esfaquearam aqueles primeiros soldados. Neste caso, ela não precisou fazer como a Reuters, que suprimiu das fotos turcas, com um programa de Photoshop, as manchas de sangue do soldado judeu esfaqueado, assim como a faca de caça segurada por um dos pacifistas humanitários da Mavi Marmara: bastou a Iara suprimir de sua edição meia hora de imagens gravadas.

Como os soldados israelenses foram recebidos a tiros (dos revólveres roubados aos primeiros soldados que eles conseguiram derrubar com socos, pontapés, pauladas e golpes de barras de ferro), paira a dúvida sobre a origem dos disparos. As imagens tampouco esclarecem a quem pertence o sangue que escorre da parede: se dos ativistas que atiravam nos soldados ou dos soldados israelenses feridos – um deles com seis tiros no peito.

Assim, os votos de Iara Lee de que seu material sirva para a ONU conduzir uma investigação internacional e para seus advogados da ONG Cultures of Resistence processarem os responsáveis pelo ataque parecem vãos. Mais sucesso ela terá com seu novo projeto pacifista: organizar a partir do Brasil um novo barco, só com brasileiros, para integrar nova frota humanitária internacional, agora com 50 naves suicidas rumo a Gaza. Não bastou um Mavi Marmara: agora serão 50 barcos do inferno!

Em sua Aula, Roland Barthes escreveu:

A ‘inocência’ moderna fala do poder como se ele fosse um: de um lado, aqueles que o têm, de outro, os que não o têm; acreditamos que o poder fosse um objeto exemplarmente político; acreditamos agora que é também um objeto ideológico, que ele se insinua nos lugares onde não o ouvíamos de início, nas instituições, nos ensinos, mas em suma que ele é sempre uno. No entanto, e se o poder fosse plural, como os demônios? ‘Meu nome é Legião’, poderia ele dizer: por toda parte, de todos os lados, chefes, aparelhos, maciços ou minúsculos, grupos de opressão ou de pressão: por toda parte, vozes “autorizadas”, que se autorizam a fazer ouvir o discurso de todo poder: o discurso da arrogância.

Sempre agitando em nome da paz e da justiça, sempre usando um país diferente como base, sempre boiando na superfície, Iara Lee é mesmo um azougue:

Eu nasci no Brasil, morei nos Estados Unidos, na Tunísia, no Líbano, na Coreia, em Paris. A cada ano eu tento usar um país diferente como base, para poder entender um pouco o mundo de uma maneira mais direta. Através da Fundação Caipirinha [sua produtora nos EUA], eu uso a criatividade para promover a paz e a justiça.

Encantada com a liderança do  Hamas, Iara Lee assumiu, na luta dos oprimidos de Gaza, seu destino de cineasta oficial da Esquerda Nazista: de estranha passageira*, foi promovida a organizadora do barco brasileiro da Legião. Depois da guerra que os pacifistas preparam com seu ativismo, Iara Lee dirá, à maneira de Leni Riefenstahl, aos que a acusarem pelos seus compromissos com terroristas, que sempre foi apolítica, que não sabia de nada, que não entendia uma palavra de árabe, que era uma artista inocente.

* Now, Voyager (A estranha passageira, EUA, 1942). Direção: Irving Rapper. Com Bette Davis. Uma mulher (Davis) sai do hospício para refazer-se empreendendo uma viagem de navio. Romântica, apaixona-se por outro passageiro – um homem casado. Durante a viagem ela – tida por feiosa – torna-se bela e desejada, vivendo a aventura de sua vida.

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10 TONELADAS DE PROPAGANDA

O  mundo apóia com paixão o terror imposto pelo Hamas na Faixa de Gaza, como se os palestinos fossem os novos judeus oprimidos por um Estado Nazista, que teria transformado aquele território no “maior campo de concentração do mundo”. E condena com a mesma paixão as IDFs, que conseguiram frustrar a tentativa insana de 663 ferozes pacifistas de 37 países  que, pretextando levar ajuda humanitária aos palestinos, sonhavam em romper o bloqueio a Gaza à força.  

A ardilosa empreitada de apoio ao terrorismo contou com a participação de celebridades duvidosas como Mairead Corrigan, a irlandesa Prêmio Nobel da Paz; Denis Halliday, ex-assistente de secretário geral da ONU; Haneen Zoubi, membro árabe israelense do Knesset; Raed Salah, líder de um ramo do Movimento Islâmico em Israel; Henning Mankell, novelista sueco; Iara Lee, cineasta americana-brasileira; e certo número de parlamentares europeus e árabes. O objetivo guerreiro de quebrar o bloqueio legal estava claro desde o cartaz que divulgava a missão e o movimento: 

Cartaz do Free Gaza Movement: a meta é romper o bloqueio legal

Dori Goren, Embaixador de Israel no Uruguai, esclareceu no La Republica que as IDFs agiram segundo normas do Direito Naval Internacional: um Estado em situação de beligerância tem o direito de impedir contrabando de armas à zona de conflito impondo bloqueio naval defensivo mesmo em águas internacionais. Assim o fez a ONU no Líbano pela decisão 1701 do Conselho de Segurança. Também o pedido israelense para que a “Flotilha da Liberdade” acatasse o bloqueio amparou-se no artigo 67 (a) do Manual de Direito Internacional de San Remo sobre conflitos bélicos navais.   

A “Flotilha da Liberdade” não tinha objetivos humanitários: “Essa missão não é sobre entregar ajuda humanitária, é sobre quebrar o bloqueio de Israel”, reiterou à AFP a implacável Greta Berlin, da ONG internacional  The Free Gaza Movement, que organizou, com a ONG européia The European Campaign to End the Siege on Gaza e a ONG turca Insani Yardim Vakfi (IHH), associada aos grupos terroristas Hamas e União do Bem, financiados pelo Irã – segundo o Coronel Richard Kemp, ex-comandante das Forças Britânicas no Afeganistão – essa complexa operação de martírio: “Esperamos duas coisas boas dessa viagem: chegar em Gaza ou morrer”, declarou uma orgulhosa tripulante da Marmara Mavi, a nave provida pela IHH, em meio a alegres cânticos antissemitas de Infitada, com os quais os 350 turcos fundamentalistas islâmicos embarcados saudaram a partida.  

Atolados em propaganda, também os brasileiros inflamam-se contra as IDFs. Eis algumas opiniões de leitores da Folha on Line (mantidos os erros de grafia e concordância, as frases truncadas e mal escritas) diante do fracasso da “Flotilha da Liberdade” em furar o bloqueio de Israel, sempre condenado antes de qualquer investigação dos fatos, pelo mundo sordidamente antissemita, do Papa Bento XVI a Mahmoud Ahmadinejad:     

“Os caras têm a coragem de falar que foram atacados! Um assalto desses, típico de comandos, altamente treinados. Quem em sã conciência iria atacar esses caras? Suicídio seria, ainda mais sabendo da índole dos judeus! Povo maldito! Só louco pensa o contrário!” Márcio Teodoro

“Que vergonha, Israel, agindo assim vcs parecem os nazistas com a famosa Blitzkrieg, cadê os terroristas a bordo?” Sergio Bezzan. 

“Israel é tornou-se Alemanha Nazista melhorada, modernizada e muito mais odiada.” Fernando Fábio

“O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou resolução que determina “o envio de uma missão internacional para investigar violações das leis internacionais”. Foi aprovada por 32 dos 47 membros do Conselho, Três países se pronunciaram contra, entre eles os Estados Unidos. Como sempre os EUA mais uma vez incentivam a prática de toda sorte de barbárie por Israel, assegurando impunidade, não importando que crianças, velhos, mulheres grávidas sejam vítimas de crimes deliberados desses carniceiros.” Helio Figueirdo

“Israel, sequestrou, assassinou, saqueou covardemente pacifistas em missão humanitária, em águas internacionais. Isso é crime de guerra. Mas o governo terrorista de Israel não será punido, pois os poderosos EUA os acoitam e participam desse banquete de sangue inocente. Somente a volta do Partido Trabalhista poderá diminuir os estragos causados pelos fanáticos terroristas judeus. Somente a aceitação das diferenças poderá trazer paz ao Oriente Médio e ao mundo.” Cristiano Garcia

“Esse Estado nazi-fascista passou dos limites, mata pessoas indefesas e não respeita as leis internacionais. Certo mesmo está o Presidente do Irã, pois Israel deve ser riscado do mapa. O Brasil deve imediatamente romper qualquer laço diplomático com esse país que mantém um milhão e meio de pessoas confinadas no maior campo de concentração do mundo.” Davi Silva. 

“Israel é um câncer cravado na região. Sua presença ali gera tensões no mundo todo. Tanto lugar no mundo para criar o estado israelense e criam logo no meio dos árabes… Os judeus com certeza se esqueceram o que seus antepassados passaram nas mãos dos nazistas e agora usam métodos semelhantes com os palestinos.” Renato Ferreira. 

“Terroristas, e outros em geral, não levam uma estrela na identificando-os, assim podem estar no meio de qualquer atividade. Israel desde que deram-lhes um estado, estão metendo-se em tudo na região com apoio dos EUA. O que deveria ser feito é um bloqueio comercial internacional contra Israel. Se eles tiveram seu estado, porque os palestinos não podem ter o seu. E o mundo hoje critica Hitler, quantos Israel já matou após a II guerra? Está certo? Querem mandar na região. EUA/Israel mesma coisa.” Paolino Legname. 

“Os ativistas acabaram de deixar a pocilga israel. Foram ‘confiscados’ todos os seus celulares, máquinas fotográficas e de vídeo. Agora fica esclarecida a ação de pirataria de israel. Latrocínio.” Ivanov Albanese

Etc. etc. etc. 

Idiotas como esses contam-se aos milhões no mundo, e alguns deles, diplomados em jornalismo, logo chegam à grande imprensa. Âncoras do SBT afirmaram ser impossível distinguir quem atacou quem na abordagem dos navios embora apenas um cego não veja nos vídeos postados no YouTube como a turba pacifista cai matando sobre cada soldado embarcado. Repórteres da Globo induziram a perturbada Iara Lee a depor contra a verdade afirmando que os tripulantes que atacaram os soldados com facas, coquetéis molotov, barras de ferro e outras armas improvisadas se “defenderam apenas com socos e pontapés” contra “os caras” que “chegavam atirando para matar”.

Fotos divulgadas na galeria turca Hurriyet mostram como os pacifistas humanitários da “Flotilha da Liberdade” receberam os soldados israelenses: com farta distribuição de coquetéis molotov e barrinhas de ferro, num festivo batismo de sangue, digno dos navios da série de terror Piratas do Caribe. Constata-se nessas fotos dos próprios elementos do Marmara Mavi o que já se pudera constatar nos vídeos divulgados pelas IDF: nenhum dos soldados entrou empunhando armas, e mesmo assim foram recebidos com violência e à socapa, covardemente. Um dos soldados grita de dor depois de receber golpes na cabeça, outro está prestes a ser linchado, outro ainda jaz ensangüentado ao chão. Um humanitário parece ter acabado de esfaqueá-lo pacificamente na virilha: empunha ainda a faca afiada.

Iara Lee declarou, contudo, que os caras chegaram dando tiros na cabeça de todo mundo, obrigando os pacifistas humanitários a se defenderem com socos e chutes enquanto as mulheres desciam para o andar de baixo. Como o diretor cego de Dirigindo no escuro, Iara Lee deve dirigir mesmo quando não enxerga nada, ou como o Dr. Mentalo de O homem dos olhos de raio X, deve ver através das paredes…

Também a essa socialite socialista e artista arteira, dedicada a ações ilegais junto a elementos terroristas (seis deles já identificados pelas IDFs como associados aos grupos Viva Palestina, Hamas, Jihad Islâmica e Al Qaeda) parece natural reagir a uma abordagem militar com ações defensivas: “Eu acho que no desespero o que eles acharam ali, ó, eles pegaram: vassoura, canivete, sei lá, se tivesse alguma faca de comer…”, declarou ao Jornal Nacional.

Mas não são vassouras e facas de cozinha o que os pacifistas humanitários empunham, segundo suas próprias imagens, mas barras de ferro, porretes, facas de caçador.  Foram encontradas dezenas dessas armas dentro do Marmara Mavi, além de máscaras contra gás, coquetéis molotov e estilingues com bolas de gude e pedras selecionadas, no tamanho ideal, embaladas em práticos saquinhos plásticos, prontas para o uso dos consumidores jihadistas  – embora não se tenha divulgado que os humanitários petendiam guerrear um pouco, pacificamente, antes de entregar as suas 10 toneladas de suprimentos em Gaza.

Iara Lee prometeu enviar “à ONU, às TVs, às pessoas do Movimento da Paz e da Justiça” as fitas gravadas pelo cinegrafista da  Sérvia no Marmara Mavi, que ele conseguiu carregar escondidas na cueca. (Ele deve ter aprendido com os nossos mensaleiros, que escondem os dólares na cueca, na meia). Mas ela só fará isso depois de editar o material: “Pretendo editar as imagens até domingo e divulgá-las tanto para a imprensa brasileira quanto para a norte-americana. Também quero enviar para a ONU, para ajudar nas investigações do incidente”. Ao mesmo tempo, declarou que os israelenses são assassino e ladrões: “Além de assassinos, pois entraram atirando na gente como se fosse a 3ª Guerra Mundial, eles também são ladrões. Estão editando imagens feitas por jornalistas que estavam nos barcos para contar a história do jeito deles, deturpando tudo […]”. Claro, só ela pode editar as imagens e contar a história verdadeira, de um só lado, suprimindo as imagens que não interessam, que compometem…

Iara Lee ainda defendeu a ação dos pacifistas humanitários que resultou em nove mortos e trinta feridos: “É claro que [a ação dos pacifistas humanitários] foi uma vitória política. Infelizmente, é duro dizer isso, mas quando morrem ou são feridos cidadãos da Noruega, dos EUA, da Comunidade Européia, o mundo presta atenção. Não são apenas os palestinos sendo massacrados”. Entramos, assim, na Jihad.02, com suas operações de martírio estendida aos simpatizantes, aos idiotas úteis de todo o mundo. Também eles precisam agora morrer pela causa palestina, não apenas os homens-bombas…

Esses formadores de opinião continuarão seu trabalho sujo de esclarecer as massas sem cultura suficiente para entender questões complexas. Recebendo as diretivas dos Ministérios Ocultos da Propaganda Nazista, insistirão que a “Flotilha da Liberdade” era de ajuda humanitária; e que suas 10 toneladas de alimentos e remédios fariam a diferença numa Gaza miserável. Contudo, este clipe postado pelo Roots The Club, a 30 de abril de 2009, ou seja, após o bloqueio, revela com exuberância a falácia imoral da caracterização de Gaza como o “maior campo de concentração do mundo”:

 

Assim o Roots The Club se decreve: “Uma combinação única de design contemporâneo e chiquê urbano, Roots The Club é um ícone no coração de Gaza City. Esse complexo multiuso – que inclui uma cozinha internacional, fino restaurante para jantares, um elegante hall de banquetes e um café no terraço – fica a poucos minutos das principais atrações, shoppings e centros de negócios de Gaza. Está a apenas 200 metros das areias brancas das praias de Gaza.” (Tradução do autor do original em inglês). 

O clipe entusiasmou o “ativista” Lubnani2009, que o adicionou aos preferidos de seu canal no YouTube, decorado com a mensagem: “Morte a Israel”, escrita em todas as línguas, e que conta com 1082 amigos. Claro que o luxo brega do Roots The Club destina-se às elites palestinas, mas também os mercados populares de Gaza revelam uma abundância que contrasta violentamente com a imagem oficial de Gaza disseminada pelos Ministérios Ocultos da Propaganda Nazista. 

Os palestinos não vivem nenhuma crise humanitária, como clama os sicários da ONU. Segundo o ponderado jornalista Tom Gross, que visitou recentemente os territórios palestinos, há mais Mercedes Benz circulando em Gaza que em Tel Aviv; e especialmente na Cisjordânia, graças a acordos com Israel, o progresso econômico é espantoso: em Jenin foi inaugurado um moderníssimo shopping center (a matéria é ilustrada por fotos dele). 

E, mesmo assim, os palestinos continuam a receber a maior quota de ajuda humanitária do planeta, em prejuízo das regiões realmente miseráveis, e muitíssimo mais necessitadas: Israel transfere diariamente 18 toneladas de ajuda humanitária a Gaza, que pode, assim, dispensar tranquilamente as 10 toneladas de suprimentos da  “Flotilha da Liberdade”. 

Essas 10 toneladas foram providas por centenas de ativistas internacionais numa operação nababesca envolvendo seis embarcações de luxo, organizada por uma ONG terrorista turca milionária. Esses riquinhos radicalizados embarcaram carregando numerosos equipamentos de produção. Apenas Iara Lee declarou ter perdido nessa operação de martírio uma quantidade de câmaras e lentes que ela avalia em 150 mil dólares. Isso já revela que o objetivo da “Flotilha da Liberdade” não era nem mesmo romper o bloqueio (ação extremista ilegal de sucesso sabidamente duvidoso) e sim documentar essa provocação, registrando em fotos, filmes e vídeos todos os incidentes – de preferência sangrentos – que ela inevitavelmente causaria, para assim  prover o mundo de mais umas 10 toneladas de propaganda anti-Israel

Gaza não precisa de ajuda humanitária: o Hamas rejeitou as 10 toneladas de suprimentos da “Flotilha da Liberdade”, despachadas por Israel do porto de Ashdod. As autoridades de Gaza surrealisticamente exigiram, para receber aquela ajuda, “garantias de que Israel deixou em liberdade todos os detidos” (Taher A-Nunu, porta-voz do executivo do Hamas). A carga ficará apodrecendo em 20 caminhões, na passagem fronteiriça de Kerem Shalom, a 60 quilômetros da Faixa de Gaza…  Para o Hamas, tão ético, a honra e a política é tudo o que conta; prover os palestinos é de somenos importância. 

Gaza não precisa de ajuda humanitária, mas de uma democracia que erradique o terror que a dominou. E os ativistas riquinhos que apóiam a tirania do Hamas (que tortura e assassina oponentes, faz das crianças palestinas escudos humanos e submete a população à sharia medieval), deviam ou assumir seu antissemitismo ativo alistando-se em partidos neonazistas, ou retornar à esquerda e militar nas verdadeiras causas progressistas. 

Como? Prestando ajuda humanitária às crianças que morrem de fome na África; fazendo campanhas para libertar os prisioneiros políticos de Cuba e do Irã; sustentando a luta das mulheres muçulmanas, cujos direitos são sistematicamente violados pela sharia; defendendo a existência ameaçada dos homossexuais, violentamente oprimidos, fuzilados e enforcados em regimes islâmicos; socorrendo as centenas de milhares de refugiados do Sudão; e apoiando o complexo combate dos soldados israelenses e norte-americanos, que morrem para defender as liberdades democráticas que restam nos oásis ocidentais, contra as redes terroristas que se espalham pelo mundo, cobrindo-o com o manto tenebroso do obscurantismo.

NOVA RODADA DE AÇOITES MUNDIAIS NO LOMBO DE ISRAEL

O mundo não se cansa de açoitar Israel. O lombo do Estado Judeu já está bem calejado. Cercado de inimigos por todos os lados, Israel conseguiu sair vitorioso de todas as guerras que lhe moveram os países árabes. Mas os palestinos envolvem, cada vez mais, o mundo nessa guerra. Eles desejam que todos tomem parte das rodadas de açoites e apedrejamentos que organizam contra Israel, numa Grande Intifada Planetária. Os idiotas úteis que aderem à causa são os mesmos que vêem o mundo com um único olho, o da esquerda. Trata-se de um olho cego, tomado pela catarata com a queda do Muro de Berlim, o fim da URSS e a extinção progressiva dos regimes comunistas. A esquerda apodrecida só revive como os mortos-vivos: defendendo causas totalitárias.

Claro que Israel cometeu mais um erro ao abordar a “Mavi Marmara”, a “Flotilha da Liberdade” (sic), um grupo de seis navios que transportava, sem autorização nem controle, mais de 750 pessoas e 10 mil toneladas de “ajuda humanitária” (sic) para os terroristas do Hamas que assaltaram Gaza:

Para quê abordar essa “Flotilha da Liberdade”? A operação parecia destinada desde o início ao fracasso: meia dúzia de soldadinhos não iria “parar” centenas de fanáticos islamitas, entoando cânticos antissemitas de guerra, determinados a matar e morrer como mártires pela causa insana da Insani Yardim Vakfi (a ONG terrorista que organizou a expedição selvagem). Pela enormidade da operação, percebe-se que ainda corre muito dinheiro pelo mundo no apoio ao terror. Israel devia ter simplesmente afundado a “Flotilha da Liberdade”.

Mas entre os tripulantes da “Flotilha da Liberdade” havia militantes dos quatro cantos do mundo, inocentes úteis como a brasileira Iara Lee, que conheci nos festivais de Leon Cakoff: eles formavam um casal muito ativo mundo afora, na seleção das inúmeras porcarias que exibiam, entre um que outro bom filme, na Mostra Internacional de Cinema. E ai dos críticos que não elogiassem as porcarias: eram punidos com a retirada de suas permanentes e dos eventuais convites para macarronadas! Parece que Iara, agora envolvida em causas sociais, embarcou, com seu passaporte norte-americano, na canoa furada dos palestinos. Será devidamente deportada de Israel e recebida com honras pelos entusiastas da Mostra…

Parece que em 5 dos 6 navios abordados a operação foi bem sucedida, não tendo ocorrido violência. Mas ao abordarem o sexto barco, tripulado por cerca de 600 árabes fanatizados os soldados foram recebidos pelos pacifistas humanitários com todo o respeito, isto é, a golpes de faca, cassetete, barra de metal, lançamento de cadeiras e coquetéis molotov, bombas de gás, chutes, pontapés e balas, em verdadeiros linchamentos humanitários e pacíficos. Cada soldado que descia era cercado e linchado de forma humanitária e pacífica:

Um soldado israelense foi esfaqueado por um pacifista humanitário e quando dois pacifistas humanitários apossaram-se de duas armas dos soldados e abriram fogo, os demais reagiram em legítima defesa. No tiroteio que então se seguiu, 9 terroristas foram mortos e mais de 30 saíram feridos. Do lado israelense, 7 soldados foram feridos, dois deles gravemente. Países árabes bradaram aos céus contra o que definiram de “massacre” e “assassinato de Estado”. Nenhuma palavra nas mídias sobre a ilegalidade da “Flotilha da Liberdade”, sobre as (inexistentes) tentativas da ONU de impedir a operação de guerra dos pacifistas humanitários, sobre as agressões violentas aos soldados israelenses que, mais uma vez, foram obrigados a agir sozinhos contra o mundo inteiro cúmplice do terror. Imediatamente, os Estados aliados do terror – em primeiro lugar o Irã, seguido de países europeus e latino-americanos solidários (Venezuela, Brasil, Bolívia) apoiaram as mais vigorosas chicotadas morais contra Israel.

O Embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher, foi convocado pelo governo brasileiro para “dar explicações”. Ele esclareceu o caso à embaixadora Vera Lúcia Barrouin Crivano Machado: os soldados embarcaram sem empunhar suas armas, mas foram atacados pelos “pacifistas” e reagiram em legítima defesa. Indiferente aos esclarecimentos, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil continuou a categorizar a flotilha como “humanitária” e “pacifista”: Não há justificativa para intervenção militar em comboio pacífico, de caráter estritamente humanitário”. Em resposta, o Embaixador de Israel reafirmou que a flotilha tinha o objetivo político de apoiar o regime ilegal e terrorista do Hamas em Gaza, inexistindo ali crise humanitária: todo tipo de ajuda ingressa diariamente na região.

Israel oferecera aos organizadores da flotilha a alternativa de seguirem para o porto de Ashdod, onde os suprimentos de ajuda humanitária seguiriam para Gaza por via terrestre. Os organizadores não aceitaram. Os organizadores rejeitaram também realizar a entrega dos materiais através dos canais apropriados da ONU e da Cruz Vermelha. O grupo afirmou repetidas vezes que a intenção era romper o bloqueio marítimo em Gaza.

Levando em consideração o terror imposto pelo Hamas, o bloqueio realizado não apenas por Israel, mas também pelo Egito, é legal e justificado, como esclarece o documento The Gaza flotilla and the maritime blockade of Gaza – Legal background. Porque apenas Israel é acusado de fechar as fronteiras com Gaza? Porque o Egito mantém suas fronteiras com Gaza igualmente fechadas? Permitir uma “Flotilha da Liberdade” entrando ilegalmente em Gaza abriria um corredor de contrabando de armas e terroristas, com disseminação de violência em toda a área. Após os repetidos avisos aos organizadores de que não seria permitido romper o bloqueio, e seguindo a lei marítima, Israel impôs seu direito. Os membros da flotilha não atenderam as propostas israelenses nem aceitaram a solicitação das FDI, antes da abordagem, de que a flotilha os acompanhasse encerrando o evento de forma pacífica.

Como sempre, a máquina de propaganda palestina ganhou um novo tento. Uma Intifada desencadeou-se em Paris: uns 1200 manifestantes com bandeiras palestinas lançaram pedras contra a embaixada de Israel, na Avenida Champs-Elysées, gritando slogans antissionistas. As manifestações foram convocadas por grupos pró-palestinos, com a participação do Partido Comunista e do Partido Verde. Milhares de pessoas saíram em protesto em Estrasburgo, Lille, Marselha, Lyon, Toulouse. Em Madri, cerca de 600 manifestantes reuniram-se em frente ao Ministério de Assuntos Exteriores, com a participação do coordenador geral da coalizão Esquerda Unida, Cayo Lara, e do presidente da Associação Cultura, Paz e Solidariedade, Manuel Espinar, cujo filho embarcara na “Flotilha da Liberdade”, pedindo solidariedade para com o povo palestino. Em Valência, a concentração foi convocada pela Rede de Solidariedade com a Palestina. Centenas de pessoas se manifestaram em Sevilha, em apoio ao povo palestino… E assim o mundo vai virando um inferno, infestado de jihadistas.