DIALOGAR COM GENOCIDAS?

Cartaz de evento oficial no Irã pela eliminação de Israel.

As considerações abaixo foram reportadas a 5 de maio de 2010 à produção do Programa Caleidoscópio, da TV Horizonte, para um debate cuja pauta girava em torno do tema Guerra. Minha participação no programa foi, porém, cancelada à última hora. A produção alegou não ter encontrado nenhum pacifista em Belo Horizonte para contraditar estas minhas opiniões:  

A paz é uma utopia no sentido de ser uma meta a ser alcançada, e uma utopia no sentido de que ela jamais será alcançada. Há períodos de paz e períodos de guerra, como há regiões mais ou menos pacíficas durante séculos e outras regiões conturbadas constantemente. A paz depende de inúmeros fatores, mas o principal deles é a alegria de viver. Um povo que, por qualquer motivo, perde a alegria de viver, tende a culpar outros povos por sua infelicidade – e logo se orienta para a guerra.    

Não reconheço grupos verdadeiramente pacifistas no mundo atual: nenhum dos grupos ditos pacifistas está agindo no sentido de ampliar o sentido da vida. Nem mesmo os artistas são hoje autênticos  pacifistas, já que a arte contemporânea tende a deprimir e não a aumentar nas pessoas a alegria de viver. Os que se dizem pacifistas são guerreiros disfarçados, cheios de ódio e de desejos assassinos, aliados de regimes fascistas e de grupos terroristas.    

Barak Obama foi eleito brandindo a promessa do pacifismo: ele garantiu ao povo americano cansado de guerra que assim que chegasse ao poder acabaria com a guerra no Afeganistão e no Iraque. Provou que o discurso pacifista sempre rende votos. Mas uma coisa é ter um discurso pacifista, outra mais difícil é obter a paz sem massacrar os inimigos. Outra ainda é ser um pacifista até os ossos, chegando aos extremos do masoquismo, não reagindo quando se é atacado por todos os lados, até a morte. Quanto à guerra, ela é justa quando feita com o objetivo de defender uma população civil desarmada, sob o ataque inimigo. 

Alguns homens fazem a guerra pelo prazer de guerrear; outros a fazem pela necessidade de guerrear. É a diferença entre um Hitler e um Churchill, entre um Stalin e um Roosevelt. No plano físico e material, a guerra só traz prejuízos, estragos, desastres e sofrimentos, mas no plano político ela pode trazer benefícios incalculáveis, como a libertação de povos inteiros que antes se achavam oprimidos, a redemocratização de um país que vivia sob uma ditadura sangrenta, com o fim das salas de tortura, dos campos de concentração e de extermínio, dos parques de treinamento de terroristas, das usinas produtoras de armas de destruição em massa, etc.    

As imagens de guerra são sempre usadas com fins de manipulação política, como mostrou Susan Sontag em Diante da dor dos outros. Os regimes totalitários gostam de mostrar suas criancinhas (que eles colocam sem piedade na situação de serem atingidas) mortas pelos bombardeios inimigos para desmoralizar os que os atacam e arrebanhar aliados ao seu regime hediondo junto aos pacifistas, poupando o público das imagens das torturas horrorosas que infligem e pelas quais são justamente bombardeados.    

O objetivo dos grupos ditos pacifistas atuais não é impedir a guerra, uma vez que eles não se levantam quando ela começa, e sim contribuir para que a guerra tenha apenas um lado, impedindo o outro lado de se defender dos ataques de que é vítima. Os pacifistas que agem apenas contra um dos lados do conflito têm a clara intenção de defender a causa do lado oposto ao lado que desejam paralisar. 

Durante a Segunda Guerra, os pacifistas eram colaboradores do nazismo, agentes da Quinta Coluna que não desejavam que a Alemanha nazista fosse atacada. Em outros conflitos, são os comunistas externos que usam a máscara do pacifismo, para impedir intervenções dos aliados dos países que os comunistas internos estão tomando de assalto. Raramente um pacifista é realmente um pacifista, na maioria das vezes é um guerreiro disfarçado.    

Às vésperas da guerra  ao terror desencadeada pelo 11 de setembro, a maioria dos pacifistas era de comunistas que defendiam a não reação diante do atentado do século, ou seja, eles consideravam o terror (e a morte de milhares de civis) uma reação justa e maravilhosa contra o “imperialismo americano”. Mas havia pacifistas sinceros que condenavam o terror e ao mesmo tempo acreditavam que atacar o Afeganistão e o Iraque não resolveria o problema, uma vez que não havia alvos claros e bem definidos a serem atingidos.   

Enfim, a guerra não é inevitável, mas a paz permanente depende de tantos fatores que dificilmente será atingida, sobretudo depois do advento da era atômica, do terrorismo de massa e da atual proliferação sem controle dos artefatos nucleares. A tensão gerada atualmente pela corrida atômica nos países periféricos, sob regimes que já provaram sua irracionalidade total na violação de suas próprias minorias, aponta, em que pese a boa intenção dos pacifistas mais perversos, para um novo ciclo de guerras.

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UM POVO ACIMA DO BEM E DO MAL

A Palestinian Girl's Heroism

Heroísmo de uma garota palestina: queimando, feliz, as próprias mãos.

 

A sociedade palestina organizada pelo Hamas na Faixa de Gaza supera todos os limites da imaginação ocidental em seu retorno à barbárie. O grupo terrorista que assumiu democraticamente o poder em Gaza, depois de sacrificar mais de mil civis palestinos em sua guerra estúpida contra Israel, demonstra agora para o mundo civilizado, paralisado e quase embevecido diante de tantos horrores legais, que a primitiva lei islâmica – a shari’a – está sendo cumprida à risca; a despeito de séculos de tentativas sempre renovadas – e freqüentemente fracassadas – de civilização.

Inspirados na vida de Maomé (que recebeu Aixa, de sete anos, das mãos do pai Abu-Becre, amigo do profeta, para ser sua nova esposa adolescente, como conta Virgil Gheorghiu, em A vida de Maomé), os chefetes do Hamas organizaram, no dia 29 de julho de 2009, naquela faixa de território, um mega-evento de união massiva de militantes adultos com meninas pré-adolescentes. Uma monstruosa “festa do casamento pedófilo”, com 450 enlaces simultâneos.

Autoridades do Hamas, entre as quais Mahmud Zahar, um dos chefetes mais respeitados, estiveram presentes para cumprimentar os felizes barbados e suas noivas-meninas, já perfeitamente convencidas, por toda a sociedade doentia em que nasceram, e em primeiro lugar por suas mães desnaturadas, que deveriam se sentir felizes abusadas em casamento forçado com homens muito mais velhos. Uma prova de humildade, obediência e sacrifício, os mais altos valores ditados por uma religião de paz, amor e bondade.

“Estamos dizendo ao mundo e à América que não podem nos negar alegria e felicidade”, declarou Zahar aos noivos, todos de terno preto, e recentemente liberados do campo de refugiados de Jabalia e, portanto, cheios de amor pra dar. Cada noivo recebeu um dote de US$500 do Hamas, que anunciou que seus trabalhadores também contribuíram com 5% de seus salários para os presentes de casamento. Não deixem de ver o clipe postado no site Road 90 , com as preciosas informações aqui reproduzidas (as declarações no clipe não têm legendas). É simplesmente espantoso: o autor da postagem chama a atenção para uma cena na altura dos 4 minutos, com o desfile dos marmanjos com suas noivinhas, de maquiagem carregada, como se fossem mulheres maduras, prontas para satisfazerem seus homens famintos de sexo no leito nupcial.

É esta Salò islâmica que o mundo incentiva, acarinha, defende e abençoa contra o “Pequeno Satã” Israel quando este Estado democrático, agredido, se defende de ataques terroristas; é esta sociedade doentia que abusa sistematicamente de suas crianças que o mundo irriga com milhões de dólares em ajuda humanitária, sob a liderança da Administração Obama, que acaba de destinar US$200 milhões para a Autoridade Palestina, sem deixar de dar continuidade a outros programas assistencialistas que somaram mais de U$600 milhões em 2008; além de US$184,7 milhões doados à UNRWA, uma “mãe” para os refugiados palestinos.

Um desses auspiciosos programas foi anunciado pelo novo “Consulado Geral Americano Jerusalém” (que aponta para uma Jerusalém palestina e, logo, Judenfrei) e pelo Dr. Adel Yahya, diretor da Associação Palestina de Intercâmbio Cultural (Palestinian Association for Cultural Exchange – PACE): o Fundo Cultural de Preservação do Departamento de Estado Norte-Americano “ajudará três históricas aldeias da Faixa Ocidental – Beitin, Aboud e Al-Jib – a preservar sua herança cultural e promover destinação turística”. Quantas vezes você não sonhou em excursionar com toda sua família por Beitin, Aboud e Al-Jib? Agora, graças ao Departamento de Estado Norte-Americano, sob a Presidência de Barak Obama, seu sonho poderá tornar-se realidade.

Enfim, é para um governo que já demonstrou cabalmente o desprezo pela vida humana e que desvia a ajuda humanitária que recebe do Ocidente para patrocinar o terror contra o Ocidente, a pedagogia do ódio aos judeus e agora também as “alegrias” da pedofilia, que a Administração Lula, como não podia deixar de ser, também se comprometeu a contribuir com US$10 milhões em ajuda humanitária. Sem falar na partida de futebol oferecida pelo Brasil em favor da “paz”, programada apenas em território palestino, e só depois do protesto israelense concedida também em Israel, com alguns ídolos da seleção brasileira, como Ronaldinho, novo astro do cinema iraniano, já contratado para aparecer num filme de propaganda antissionista, onde uma pobre menina palestina desgraçada pelo Exército de Israel sonha em ver o Fenômeno…

Não se pode condenar a ansiedade de Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia em colocar seus ilustres traseiros nos cobiçados assentos do Conselho de Segurança da ONU. Nem se pode condenar a ajuda humanitária do mundo ocidental à Autoridade Palestina, sempre que ela decide imolar sua população e destruir suas casas entrando em guerra com Israel na esperança periodicamente renascida de aniquilar um Estado moderno com pedras e foguetes.

Contudo, em nome da civilização, ou melhor, do sonho que todo homem minimamente civilizado acalenta de civilização, o Ocidente deveria condicionar suas ajudas humanitárias a um mínimo de humanitarismo. Ou seja, a uma efetiva campanha, a ser levada a cabo nos territórios de barbárie, contra o terrorismo como forma de governo, contra a pedagogia do ódio nas escolas e contra o abuso de crianças legalizado em massa. O mundo, porém, ajuda incondicionalmente os palestinos, fechando os olhos para todos os males praticados por esse povo abençoado pelas mídias e, assim, perigosamente colocado e mantido acima do bem e do mal.