ARTISTAS BOICOTADORES DE ISRAEL – PARTE 2: A SEQUÊNCIA

 

Partners - 31a Bienal before

O obscuro artista libanês militante da causa palestina que divulgou via Facebook o manifesto dos 55 artistas boicotadores de Israel, que exigiam da 31ª Bienal de São Paulo, com orçamento total de R$24 milhões, a retirada do apoio de R$90 mil que Israel destinou à exposição de 3 artistas israelenses selecionados, cantou vitória anunciando, pela mesma via, que os 55 foram ouvidos.

Após “negociações coletivas”, a Fundação Bienal comprometeu-se a retirar o logo do Consulado de Israel como “patrocinador máster” do evento, mantendo-o apenas aos artistas israelenses apoiados. “Essa transparência será aplicada a todos os financiamentos nacionais para artistas na Bienal.”, afirmou o obscuro artista libanês.

Como essa segregação seria feita não foi explicado, mas parece que um papelote deve ser toscamente colado nos cartazes e catálogos já impressos, explicando que os apoios são específicos de cada artista/país. A grotesca solução proposta pela Fundação Bienal após as “negociações coletivas” (imagino cenas bizarras e de horror típicas de assembleias comunistas, nazistas e islamitas) satisfez os artistas boicotadores de Israel.

Segregando os três israelenses com o logo do Consulado de Israel simbolicamente convertido em “estrela amarela” pelo movimento BDS, imposta com a cumplicidade da Fundação Bienal, que “não tinha como devolver o dinheiro”, os 55 artistas boicotadores de Israel atingiram seu objetivo de confundir guerra com genocídio, autodefesa com massacre, terrorismo com resistência e arte com propaganda.

Baseados em crenças de inspiração nazista, os artistas do evento macabro que abre suas portas nesta sexta-feira em São Paulo conseguiram impor sua vontade totalitária à organização brasileira, sob o pretexto de que “o financiamento [de Israel] pode comprometer e minar a razão de existência de seus trabalhos”.

Entendemos melhor o caráter propagandístico da “arte” a ser exposta nessa Bienal islamizada ao sermos informados pelo artista libanês militante da causa palestina que “a luta por autodeterminação do povo palestino se reflete nos trabalhos de muitos artistas e participantes da Bienal, envolvidos com direitos humanos e lutas populares em escala global.”

Sabemos qual é o caráter desses “direitos humanos” e dessas “lutas populares em escala global”: ele nada tem a ver com a violação dos direitos humanos praticada na maioria dos países envolvidos com a causa palestina, mas sempre e apenas com as supostas violações cometidas por Israel.

Dois dos três artistas israelenses financiados por Israel assinaram o manifesto e participaram do Boicote BDS ao seu país. Nada como cuspir no prato em que se come! É uma atitude nobre e corajosa, que mostra o que vale a ética na sociedade global dominada pelo islamofascismo aliado às esquerdas totalitárias.

O manifesto de Facebook conclui-se com a seguinte frase de efeito: “A opressão de um é a opressão de todos.” Os 55 artistas que agora oprimem os 3 colegas israelis, que passam a ser vistos (com o colaboracionismo masoquista de 2 deles) como animais no zoo, não se sentem como opressores.

Henrique Sanchez, membro do Movimento Palestina para Tod@s (Mop@t), atuante no Brasil desde 2008, declarou que “a desvinculação do apoio de Israel à Bienal foi uma importante vitória” do movimento BDS, abrindo “precedentes para a construção de amplas ações, iniciativas e campanhas de boicote cultural no Brasil”.

O caso demonstra que ceder o mínimo que seja ao terrorismo infiltrado acarreta consequências devastadoras à democracia do país hospedeiro. Dois artistas palestinos ficaram indignados com o fato de o site do Consulado de Israel linkado na página da Bienal informar que as recentes operações militares do país em Gaza eram atos de autodefesa contra as hostilidades iniciadas pelo Hamas. Ou seja, eles se indignaram com a verdade! Querem impor a mentira palestina ao mundo inteiro, e até mesmo no site do Consulado de Israel.

Um desses paranoides afirmou que “jamais teria aceitado participar de uma mostra se soubesse que seria patrocinada por Israel”. Adepto do apartheid de Israel no mundo ele assim conclui sua arenga racista: “Eles querem nos usar por meio da arte para legitimar e purificar o genocídio que eles estão conduzindo agora na faixa de Gaza.” A visão que o Palestino Vitimado tem do mundo é um inferno, e ele não cessa de expandi-la aonde quer que esteja, até que o inferno que ele criou em sua mente tenha o tamanho da Terra.

Ataques terroristas são legítimos; defender-se deles, não: essa é a lógica terrorista dos terroristas. Os quatro árabes (dois palestinos, um egípcio e um libanês) interessados no BDS contra a Bienal paulista que os selecionou recusaram-se a abandonar simplesmente a mostra, alegando que o contrato assinado com a Fundação os obrigava a devolver o dinheiro da produção de seus trabalhos. Que chato, hein? A dignidade tem um preço, mas esses paladinos da Justiça não estão dispostos a pagá-lo.

O mais curioso é que o artista libanês que assumiu a liderança do protesto confessou temer ser punido em seu país ao retornar de uma Bienal apoiada por Israel: “Participar dessa mostra pode ter graves consequências legais para mim”, declarou à imprensa. Como é? O campeão dos direitos humanos “violados” por Israel teme voltar ao seu país e sofrer sanções e sabe-se lá mais o quê só por ter participado de uma mostra patrocinada por Israel?

O coitado do artista que vive sob tal regime de opressão deveria boicotar, antes de tudo, seu próprio país e a si próprio, excluindo-se de todo e qualquer evento em que seu trabalho, quando financiado por seu país, é assim manipulado para legitimar graves violações de seus direitos humanos.

DOCUMENTAÇÃO

Nota emitida pelo Consulado de Israel em 8 de setembro de 2014

O Estado de Israel e seu Ministério de Relações Exteriores cooperam de longa data com a Bienal de São Paulo, e obras israelenses foram exibidas em cada uma das Bienais realizadas.

Alguns meses atrás, curadores da Bienal se dirigiram ao nosso Ministério, solicitando a participação de Israel, como sempre tem sido feito – e paralelamente examinando as possibilidades de Israel contribuir financeiramente para a Bienal. Israel propôs certa quantia, os curadores solicitaram um aporte maior e Israel acedeu a este pedido também.

Alguns dias antes da inauguração da mostra, foi publicado manifesto de um grupo de artistas em repúdio ao patrocínio de Israel, manifesto esse apoiado por determinados curadores – parte dos quais haviam anteriormente procurado Israel para solicitar sua contribuição financeira.

Israel considera a atitude dos artistas signatários e o apoio destes curadores como uma iniciativa nefasta, contraproducente, nociva e moralmente condenável, que pretende prejudicar, boicotar e discriminar um Estado participante da Bienal. Esta iniciativa é negativa para a arte e a cultura, que os artistas da Bienal deveriam apreciar e proteger, pois arte e cultura são linguagens universais, que não conhecem limites e fronteiras.

Elas podem e devem aproximar povos e segmentos sociais e políticos. A atitude dos artistas e curadores causou prejuízo a estes mesmos princípios, ao prestígio da arte e da cultura em geral e ao da Bienal, em particular.

Política e cultura não devem se misturar e não se deve utilizar e se aproveitar da cultura para atingir fins políticos. A Bienal se realiza para expressar e dar espaço adequado e importante para a arte e a cultura – as lutas políticas se devem fazer nos foros políticos nacionais e internacionais adequados, que foram constituídos para esses fins.

A inaceitável tentativa – já frustrada –  dos artistas assinantes com o apoio dos curadores de “sequestrar” a Bienal para fins políticos é contra os princípios que devem reger os importantes eventos culturais internacionais.

O Consulado Geral de Israel em São Paulo agradece ao presidente da Fundação Bienal de São Paulo, Dr. Luis Terepins, ao Conselho da Bienal e a todos aqueles que se esforçaram para chegar a uma solução viável para todos e permitiram a realização da Bienal, com a participação de todos os países e patrocinadores do evento, contribuindo assim para salvaguardar a mostra dos prejuízos que a atitude daqueles artistas e curadores poderia ter acarretado.

Posição do Presidente da Bienal

Luis Terepins, presidente da Bienal, declarou: “Somos uma instituição plural, não tomamos partido”, disse à Folha de S. Paulo. “Buscamos apoio de todos sem discriminação. Esse problema que existe entre Israel e palestinos fica lá. O grande exemplo que a temos de dar é o que buscamos construir.”

Como os curadores da Bienal apoiaram o manifesto – “o tema é maior que a 31ª Bienal” -, a solução “intermediária” encontrada foi definir que o patrocínio de Israel será apenas para os quatro artistas israelenses presentes na mostra.

Resposta de Leandro Spett Spett

O jovem artista Leandro Spett Spett repudiou o manifesto, que qualificou de uma iniciativa “patética, pífia e contraproducente. […] A arte está acima de rótulos, etiquetas e plataformas políticas. Ela jamais poderia ser sequestrada por quem se julga superior. Estes artistas fizeram da arte e do evento seus reféns, eles sequestraram a Bienal. […] É justo criticar qualquer país e sua política, mas por meio da arte e não nos bastidores”:

Crítica de Sheila Lerner

Num artigo para O Estado de S. Paulo, a crítica Sheila Leiner mostrou a contradição do artista libanês boicotador de Israel, que “trabalha com o dinheiro da Bienal (já que o Líbano não patrocina o evento), ao mesmo tempo em que questiona o patrocínio”. E também destacou a essência do movimento BDS, que gera “ódio, exerce coação, ameaça, influencia pessoas e tenta impor sua vontade pelo uso da apreensão”, concluído: “Esta é exatamente a forma de ação política que define o terrorismo”.

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FONTES

Boletim Informativo da Confederação Israelita do Brasil, 11/09/2014.

FRANCISCO NETO, José. Bienal de Arte de São Paulo não terá mais o apoio de Israel. Brasil de Fato, 01 de setembro de 2014. Disponível em: http://www.brasildefato.com.br/node/29688.

MARTÍ, Silas. Árabes ameaçam deixar Bienal por causa de patrocínio de Israel. Folha de S. Paulo, 28 de agosto de 2014. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/08/1506926-arabes-ameacam-deixar-bienal-por-causa-de-patrocinio-de-israel.shtml.

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ARTISTAS BOICOTADORES DE ISRAEL

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Politicamente, os 55 artistas que exigem da Fundação Bienal de São Paulo a retirada do apoio que Israel deu ao evento em sua 31ª edição, para a qual foram selecionados, estão mais atrasados que o Anão Diplomático, que já autorizou o retorno de seu embaixador a Tel-Aviv, após as tão “necessárias” consultas empreendidas durante o conflito provocado pelos terroristas do Hamas em Gaza.

Numa Carta Aberta à Fundação Bienal, eles escrevem que “ao aceitar esse financiamento [não especificado no texto], o nosso trabalho artístico exibido na exposição é prejudicado [sic] e, implicitamente, usado para legitimar agressões e violação do direito internacional e dos direitos humanos em curso em Israel [sic]”. Ou seja, o “dinheiro sujo” de Israel prejudica o trabalho e corrompe as boas intenções desses artistas puros…

Puros de alma como os “cristãos velhos de sangue limpo” e os “arianos de sangue puro”, eles recaem na noção mística primitiva aplicada aos judeus pela Inquisição e revivida pelo Nazismo, segundo a qual os judeus são os “contaminadores” do mundo.

Os artistas boicotadores de Israel seguem igualmente os métodos que os nazistas inauguraram em 1933 nos chamados Boicotes aos Judeus, com a diferença de que hoje essas práticas antipáticas da extrema-direita são redimensionadas para um movimento cool e pós-moderno: o Boicote ao Estado Judeu, também chamado de BDS (Boycotts, Divestment and Sanctions against Israel), articulado pelos militantes palestinos.

Como que dotados de um faro apurado de cães de caça, os artistas engajados no BDS detectaram que “a Fundação Bienal de São Paulo aceitou dinheiro do Estado de Israel” e apontaram seus dedos duros: “o logo do Consulado de Israel aparece no pavilhão da Bienal, em suas publicações e em seu website”. Oh!

Selecionados por uma Bienal que descobrem estar assim “contaminada pelo dinheiro de Israel”, os 55 artistas ingratos (incluindo eventuais judeus que desprezam seu povo) exigem agora, num ultimátum, que aquela Fundação “amiga de Israel” escolha: ou ela devolve o que recebeu de Israel, ou eles retiram suas obras da exposição. Como são importantes!

Tivessem coerência ideológica, e não quisessem de fato expor seus trabalhos dentro de uma Bienal “amiga de Israel” para “legitimar” com suas obras ditas artísticas “agressões e violação do direito internacional e dos direitos humanos”, de que culpam exclusivamente o Estado Judeu, como bode expiatório do mundo assim “purificado” por um ódio que se quer universal, eles é que simplesmente se retirariam do evento.

Poderiam então montar uma Bienal paralela de protesto, para a qual certamente encontrariam generoso financiamento das ditaduras do Oriente Médio que exterminam homossexuais, lapidam mulheres e usam crianças como carne de canhão. Esse apoio não prejudicaria em nada seus trabalhos sensíveis apenas ao contato com o “maldito” Estado de Israel.

Mas isso logo não lhes bastaria, pois o que esses artistas querem mesmo é perseguir Israel: “Rejeitamos a tentativa de Israel de se normalizar dentro do contexto de um grande evento cultural internacional no Brasil”, afirmam delirantes, querendo que o mundo pregue no peito do Estado Judeu uma enorme estrela amarela.

Com empáfia, os artistas boicotadores de Israel demonstram odiar esse Estado acima de todos os outros, sobre os quais não veem pesar quaisquer “agressões e violação do direito internacional e dos direitos humanos”, incluindo o Brasil entre os Estados campeões da Justiça da chamada “comunidade internacional”.

Não convém lembrar os 50 mil assassinatos anuais que ocorrem no país-sede da Bienal, recriminado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos pelo desrespeito aos indígenas em Belo Monte e pela ONU por toda a barbárie reinante em seus presídios superlotados, verdadeiras masmorras medievais, segundo o próprio Ministro da Justiça do atual governo, que nada faz para mudar a situação.

Os artistas alérgicos ao “dinheiro do Estado Judeu” não são afetados com os prêmios, apoios, bolsas e pagamentos que  recebem de seus e de outros Estados violadores dos Direitos Humanos. Só um Estado os incomoda no mundo. “Israel é a nossa infelicidade”, pensam com amargura os 55 paladinos da ética ao se juntar, para aliviar seus corações, ao que há de mais retrógrado e de podre no mundo atual.

FONTE DAS FRASES CITADAS

FILHO. Celso. Em carta aberta, artistas repudiam apoio de Israel à Bienal de São Paulo. O Estado de S. Paulo, 29 Agosto 2014. Disponível em: http://cultura.estadao.com.br/noticias/artes,em-carta-aberta-artistas-repudiam-apoio-de-israel-a-bienal-de-sao-paulo,1551594.

A FASHIONJUNGE BDS

Boycott Israel

No jornal Brasil de Fato – Uma visão popular do Brasil e do mundo, de 28 de fevereiro de 2013, uma nota anuncia que “o boicote a Israel e o apoio à luta da Palestina ganha novo fôlego internacional no mês de março”, quando “ativistas organizam evento que reforça apoio internacional à Palestina”. Com a charge neo-antissemita de Carlos Latuff, “Comprar produtos de Israel é financiar apartheid”, que equipara produtos israelenses a um monte de crânios, o que iguala por sua vez o suposto apartheid a um massacre, a matéria assinada pela Redação do jornal prossegue:

Em todo mundo será realizada a Semana contra o apartheid de Israel (Israeli Apartheid Week – IAW). O evento acontece em várias cidades do mundo há nove anos e, segundo o site oficial, busca aumentar a consciência das pessoas sobre as políticas de apartheid em Israel contra os palestinos e construir apoios para a campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções contra Israel (BDS). No Brasil, a Frente da Palestina da Universidade de São Paulo (USP) planeja atividades entre os dias 11 e 15 de março, como mesas de debates, exibições de filmes, palestras e oficinas culturais. Na Europa, as ações da IAW estão ocorrendo desde 25 de fevereiro. […] [1]

O movimento BDS, lançado em 2005, chegou ao Brasil em 2011, apoiado por organizações islâmicas e de esquerda: MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular/Coordenação Nacional de Lutas), CUT (Central Única dos Trabalhadores), Marcha Mundial de Mulheres, Movimento Mulheres em Luta, Sindicato dos Metroviários de São Paulo, PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), PCB (Partido Comunista Brasileiro), Revolutas, Mopat (Movimento Palestina para Tod@s), UNI (União Nacional das Entidades Islâmicas), Assisp (Associação Islâmica de São Paulo), Liga da Juventude Islâmica do Brasil, Anel (Assembleia Nacional dos Estudantes Livre). [2].

O BDS alerta: “Antes de comprar, verifique o código de barras. Se iniciar com 729, é produto fabricado em Israel. Comprá-lo é financiar a humilhação e opressão ao povo palestino. Boicote!”. Os militantes vigiam universidades e instituições e assim que identificam algum acordo com Israel tentam obrigá-las a romper os intercâmbios e convênios. Enviam cartas abertas para impor censura a instituições. Pressionam artistas que programam turnês em Israel.

Em 2011, os BDS da USP quiserem impedir que a PUC realizasse o seminário internacional “Sistema jurídico de Israel: Direito judaico antigo e Direito israelense moderno”, nos dias 24 e 25 de outubro. Em 2012, escreveram a Daniela Mercury “assim que souberam” que ela pretendia fazer um show em Israel para que o cancelasse, seguindo o exemplo de Roger Waters, Elvis Costello, Gil Scott Heron, Carlos Santana, Devendra Banhart e os Pixies.

Em 2012, 210 cidades participaram da Semana contra o apartheid. Os ativistas dessa causa errada voltam-se, com toda sua energia, contra um apartheid inexistente. Israel é uma democracia que abriga todas as etnias, religiões e sexualidades. Os jovens que seguem o BDS são teleguiados por grupos terroristas disfarçados de minorias oprimidas, apoiados por regimes islamofascistas que oprimem minorias étnicas, religiosas e sexuais e jamais são boicotados.

Agindo contra o falso apartheid, os militantes BDS desviam a atenção dos países que praticam de fato o terror e o apartheid e que tentam levar o Ocidente a adotar sua própria agenda política islamofascista de práticas de apartheid por imposição da censura, repressão e clima de terror, com boicotes, desinvestimentos e sanções contra Israel, apartando o Estado Judeu do resto do mundo. Na estratégia de apartheid do BDS, o isolamento do Estado Judeu seria a primeira etapa para sua eliminação.

Os jovens que se engajam na causa fascista do BDS, que atinge em primeiro lugar os democratas de cada país, envolvendo suas instituições, universidades, empresários e artistas num clima de terror, reedita os boicotes aos judeus pelos nazistas na Alemanha de 1933, e são alimentados pela propaganda diária das mídias anarquistas, revolucionárias, jihadistas, neo-stalinistas e neonazistas. No mundo globalizado, a extrema-direita e a extrema-esquerda unem-se no mesmo ódio primitivo ao Judeu, agora sublimado em ódio político ao Estado Judeu.

Esses jovens que deixaram a religião pelo ativismo, identificando-se com os fanáticos do Islã, são, no seu dia-a-dia, pessoas “bacanas” e “descoladas”, que sabem se divertir. Vivem com o celular na mão e postam no Facebook fotinhos de suas noitadas em bares e boates, de seus mergulhos nas cachoeiras com os amigos, de seus fins-de-semana nas praias com as namoradas ou os namorados. Vestem-se na última moda. Curtem os filmes cult. Adoram informática, tecnologia, games e rock.

Eles transam com uma sexualidade desimpedida, sem preconceitos. Odeiam a Igreja católica, com seus padres “pedófilos” e seus Papas “perdulários e corruptos”. Preferem espiritismos e espiritualismos orientais. Não suportam judeus sionistas, que associam a Imperialismo. Eles formam uma nova Juventude Hitlerista planetária, sem os recalques da velha guarda nazista reprimida, retrógrada e cafona. Mas a Fashionjunge BDS está pronta para agir contra os “inimigos” com a mesma sanha da velha Hitlerjunge.

NOTAS

[1] http://www.brasildefato.com.br/node/12130.

[2] http://campanhaboicoteisrael.blogspot.com.br/2011/10/lancada-em-sao-paulo-campanha-nacional.html.

OS 300 DESINFORMADOS

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Um abaixo assinado com 300 nomes de jornalistas, intelectuais e ativistas dos Direitos Humanos defendendo o cartunista Carlos Latuff, “acusado de antissemitismo” pelo Simon Wiesentahl Center, foi entregue à Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro. Mas porque esse manifesto, que deveria ser destinado ao Simon Wiesentahl Center, com sede em Nova York, foi entregue à Federação Israelita, com sede no Rio de Janeiro?

Na cabeça de Latuff e de seus defensores, talvez Simon Wiesentahl Center e Federação Israelita do Rio de Janeiro sejam uma mesma e única coisa, uma coisa de judeus, de judeus que são todos iguais, seja em Nova York, seja no Rio de Janeiro, seja de direita seja de esquerda, seja “amigo de Latuff” ou não. Pobre Silvio Tendler: na cabeça daquele a quem chama de “amigo”, ele não passa de um judeu.

Assim Latuff defendeu-se da acusação: “Eu estou na frente de um grupo da extrema-direita grega por ter feito charges criticando a postura do Estado de Israel. A expressão antissemita se refere a ódio aos judeus, ódio racial ou ódio religioso, nem uma coisa nem outra tem a ver com meu trabalho.”

A definição atual de antissemitismo não é tão simples quanto Latuff imagina ou pretende fazer acreditar que ele a assim imagina. Alguns ativistas árabes, por exemplo, alegam que a expressão “antissemitismo” refere-se ao ódio dirigido aos semitas; sendo os árabes tão semitas quanto os judeus, eles não poderiam ser acusados se antissemitismo em seus ataques aos judeus…

Por outro lado, a expressão “antissemitismo” referia-se, tradicionalmente, ao ódio aos judeus, à sua etnia, religião e cultura, quando os judeus não possuíam um Estado. A partir do momento em que os judeus passaram a possuir o Estado de Israel, o ódio aos judeus ganhou uma nova dimensão.

Essa dimensão confunde-se e mescla-se com o que passou a ser chamado de “antissionismo”. Por isso o “Top Ten” do Simon Wiesentahl Center no qual Latuff foi incluído em terceiro posto não se refere apenas a “antissemitismo”, como alega o cartunista. É o “Top Ten dos Antissemitas/Antissionistas”. E Latuff é declaradamente antissionista.

Na atualidade, os antissemitas preferem odiar o Estado de Israel e não mais os judeus, pois esse Estado agora representa a coletividade judaica de uma forma abstrata, fazendo com que o velho ódio primitivo, de tipo nazista, com seu conceito caduco de “raça”, ganhe feições “civilizadas” e “politicamente corretas”.

Professar o antissemitismo não é mais tão cool como o foi nos anos que precederam o nazismo, com suas  cruéis perseguições aos judeus. Depois do Holocausto, ser antissemita é algo de peçonhento e rançoso. Mas os antissemitas encontraram uma tábua de salvação: não precisam mais odiar os judeus diretamente, atacando sua “raça”, sua cultura e religião. Podem simplesmente odiar Israel. Isso hoje é cool e politicamente correto.

O novo antissemitismo sublimado pode ser assim adotado pelas esquerdas, pelos intelectuais, pelos jornalistas, pelos ativistas dos Direitos Humanos, pelos caricaturistas engajados e por toda subcultura, pois vem com um lindo verniz de libertarismo, anarquismo, pacifismo e humanitarismo. O novo antissemita nada tem contra os judeus, ele só critica Israel. Criticar Israel é legítimo, e pode ser uma prática sistemática, generalizada e, claro, sem limites.

É notável, enfim, que Latuff se defenda de ser antissemita alegando estar à frente de “um grupo da extrema direita grega”, sendo público e notório que seu compromisso político é oposto aos ideais desse grupo. Por que suas charges, que defendem posições de extrema-esquerda, são amadas pela extrema-direita? O que a extrema-direita e a extrema-esquerda têm em comum, além de seu extremismo? A resposta é simples: o ódio aos judeus, seja em sua velha forma antissemita, seja em sua nova forma antissionista.

A ESQUERDA NAZISTA

A 11 de junho de 2010, o ex-presidente cubano Fidel Castro, supostamente ainda vivo, escreveu, com a autoridade moral do ditador decrépito que transformou a ilha de Cuba num enorme campo de concentração, um artigo acusando os judeus de serem os novos nazistas: “A suástica do Führer parece ser a bandeira hoje de Israel. […] Israel prepara um ataque nuclear contra o Irã com a mesma sanha com que as tropas israelenses atacaram há duas semanas a frota humanitária pró-palestina. O ódio do Estado de Israel contra os palestinos é tal que não vacilaria em enviar um milhão e meio de homens, mulheres e crianças dos territórios palestinos para os fornos crematórios em que judeus de todas as idades foram exterminados pelos nazistas.”.

Após a queda do Muro de Berlim e o fim do comunismo, o sistema nazista passou a ser visto com outros olhos pela esquerda: assim como o nazismo, o comunismo também havia sido derrotado pelo capitalismo. Os modelos fracassados tinham mais essa nova identidade. O progresso das chamadas democracias burguesas contrastava com o fracasso clamoroso do nazismo e, agora, do comumismo. Globalizada, a militância raivosa passou a identificar o capitalismo vencedor com os EUA e Israel e a manifestar cada vez mais abertamente o desejo de eliminar, aniquilar, riscar do mapa o Estado Judeu. Claro, é sempre mais gratificante atacar as minorias, golpear os mais fracos.

Contudo, a esquerda nazista manteve em seu programa, como um álibi, o velho e saudável ódio ao nazismo. Como ela conseguiu conciliar um ódio libertário com seu novo ódio reacionário? A fórmula encontrada foi, depois de distinguir os sionistas dos  judeus, assimilar os judeus sionistas aos nazistas e os palestinos aos judeus – mas aos judeus sionistas, que anseiam retornar à Palestina. Assim a esquerda nazista pode odiar os nazistas no passado enquanto assume a herança do nazismo no presente. Essa esquerda realizou algo que parecia impossível: ser nazista hoje evocando o antinazismo de ontem. Aliando-se a ditadores e genocidas, violadores de direitos humanos, a esquerda nazista já supera largamente o neonazismo em manifestações antissemitas. August Bebel dizia que o antissemitismo era o socialismo dos idiotas (Der Antisemitismus ist der Sozialismus der dummen Kerle). Não previu que o socialismo, historicamente fracassado, se tornaria apenas o último refúgio dos idiotas.