KLAUS MANN: CULTURA E “BOLCHEVISMO CULTURAL”

Nazistas se divertem queimando materiais de esquerda.
Bücherverbrennung (Queima de livros) na Opernplatz, em maio de 1933, em Berlim.

Traduzo aqui o ensaio de Klaus Mann, “Culture e bolchevisme cultural” (1933), publicado na França na coletânea Contre la barbarie (1925-1948). [Contra a barbárie (1925-1948)] (Paris: Phébus, 2009, pp. 34-40), inédito no Brasil. O ensaio foi retomado na coletânea Mise en garde [Alerta] (Paris: Phébus, 2016, pp. 13-20), na verdade uma seleta da publicação anterior da mesma editora. As notas, com exceção da nota 5, deste tradutor, integram a edição. O livro de Klaus Mann também foi publicado em 2017 em Portugal pela Editora Gradiva, sob o titulo Contra a barbárie: um alerta para os nossos dias, que enfatiza sua perturbadora atualidade. Exilado em Paris, Klaus Mann escreveu “Cultura e bolchevismo cultural” apenas um mês antes das Bücherverbrennungen (Queimas de livros) na Alemanha. Escrito no calor da hora, seu breve relato sobre a perseguição nazista da cultura alemã destaca o conceito-espantalho de “bolchevismo cultural” e representa “um alerta para nossos dias” na medida em que o revisionismo histórico contemporâneo recicla aquele conceito-espantalho do arsenal ideológico do nazismo no “novo” conceito-espantalho de “marxismo cultural”, no bojo de um movimento político que se apresenta ora como “nova direita”, ora como “conservador”, ora como “neoliberal”, ora como “liberal na economia e conservador nos costumes”, ora ainda como “libertário” – diferentes nomes para uma mesma prática fascista.

Luiz Nazario

Bücherverbrennung (Queima de livros) na Opernplatz, em maio de 1933, em Berlim. Bundesarchiv, Bild_102-14597.

Segundo um manuscrito datilografado portando a menção: “Paris, abril de 1933”, conservado no Fundo Klaus Mann.

A expressão “bolchevismo cultural” é a arma da qual se servem as potências hoje reinantes na Alemanha para sufocar toda produção intelectual que não se coloca ao serviço de suas tendências políticas. Seria desconfortável dar uma definição precisa do “bolchevismo cultural”. Passa-se com esse conceito o mesmo que com todo o pathos da “nova Alemanha”: é mais cômodo explicitá-lo pela negativa. (O novo pathos alemão mostra-se muito mais facilmente contra que a favor de alguma coisa: contra o marxismo, contra o Tratado de Versalhes, contra os judeus.) Para começar, pois, o espírito do “bolchevismo cultural” não é nacionalista, o que já basta para condená-lo. De reste, o bolchevique cultural não tem a menor necessidade de ter o menor laço com o bolchevismo, geralmente ele não tem nenhum. Basta apenas que ele tenha laços com a cultura, os quais são em si mesmos motivos de suspeita. De qualquer forma, ele merece morrer porque ele é “anti-alemão”, “refratário”, “judeu-analítico”, desprovido de respeito diante das boas velhas tradições (a saber, as corporações estudantis e os desfiles militares), não o bastante “ligado à terra”, não o bastante “dinâmico” e, por isso,  de todas as reprimendas, a mais terrível – “pacifista”! O bolchevique cultural está ligado à França, aos judeus e à União soviética. Ele é simultaneamente marxista e anarquista (coloca-se tudo no mesmo saco). Ele recebe todos os dias dinheiro dos francos-maçons, dos sionistas e de Stalin. É preciso exterminá-lo.

Antes que tentar compreender o conceito de “bolchevismo cultural”, grotesco por sua total imprecisão, seria melhor determinar tudo o que ele já destruiu na Alemanha em termos de valores culturais. Entretanto, não falaremos das organizações que, por natureza, se situam entre o intelectual e o político, e cuja ambição sofre talvez dessa posição intermediária entre dois elementos separados na Alemanha – penso na Liga dos Direitos do Homem, na Cruz Vermelha, nas diversas associações pacifistas. No caso delas, a repressão poderia ainda ser interpretada como uma operação necessária no interesse dos dirigentes e onde a dimensão intelectual não saberia ser tomada em consideração. Nós nos limitaremos, pois, ao domínio puramente cultural. Na matéria, os novos mestres parecem acreditar serem muito ricos, ou será então a consciência deles sobre esse ponto ainda mais insensível do que o pensamos.

Um dos domínios onde se “intervém” (para retomar uma expressão muito linda do novo jargão) com uma brutalidade particular é evidentemente aquele da educação da juventude. É capital não transmitir aos cérebros e aos corações infantis senão o conhecimento desses ideais que chamam hoje de “novos” – de maneira um pouco paradoxal já que são na realidade os mais antigos. Somente alguns dias após a “tomada do poder nacional-socialista”, a Escola Karl Marx (que gozava de um nível pedagógico notável) e a Escola Heinrich Zille foram interditadas em Berlim.

Todos os outros estabelecimentos liberais de Berlim ou do Reich encontram-se ameaçados ou já foram fechados. Os nazistas mostram-se particularmente suspeitosos em relação às comunidades escolares livres, que perpetuam o espírito inicial do Movimento da juventude: por exemplo, a Escola Wickersdorf ou a Escola de Odenwald[1], onde reinam a tolerância e o amor à paz. Essas instituições passam por antros de bolchevismo cultural, de antigermanismo repugnante – enquanto, justamente, são elas que são tipicamente alemãs ou pelo menos são assim percebidas no estrangeiro, como o esperamos. Mesmo o bastante conservador diretor Kurt Hahn, que dirige, segundo o modelo inglês, a Escola de Salem, à beira do lago de Constança, e que não merecia absolutamente ser suspeitado de simpatias revolucionárias, teve que passar por uma estadia na prisão.

Quanto à ciência, e notadamente às universidades, seu nível já está ameaçado pelo antissemitismo, que se mostra aí particularmente virulento. As universidades alemãs são há anos um bastião reacionário. Eminentes sábios judeus foram impedidos de exercer livremente suas funções, e isso por tipos que, sobre esta Terra, não tinham outro mérito que o de pertencer à raça ariana, e ainda isso é preciso provar. O escândalo de Breslau a propósito do Professor Cohn produziu-se antes da chegada ao poder oficial de Adolf Hitler, assim como outros escândalos similares em Heidelberg, Munique, Hamburgo, etc. Nesses círculos, estavam preparados para o novo tom. Quando Albert Einstein teve seus bens confiscados, renunciou à nacionalidade alemã, apresentou sua demissão à Academia, essa respondeu ao sábio mais célebre da Alemanha que ela não tinha nenhuma razão de deplorar sua partida. Quanto a nós, não temos nenhuma razão para deplorar que a vida científica alemã se encontre logo ao abrigo no plano internacional.

A sorte dos grandes editores liberais ou de esquerda não parece ainda completamente comprometida. Mas seria demasiado otimismo esperar que possam continuar a existir. Se eles não foram objeto de uma proibição pura e simples serão asfixiados lentamente, o que não será melhor: as livrarias boicotarão sua produção, se é que já não é o caso. Se não houve ainda proibições de livros foi porque essa matéria está afastada demais dos novos dirigentes. Mas os editores já evitam publicar obras que poderiam chocar. As obras de Lion Feuchtwanger, Sucesso e A guerra dos judeus, estão praticamente proibidas. Os livros do poeta satírico Kästner foram queimadas na praça do mercado de uma pequena cidade. Quase todos os escritores alemães conhecidos no estrangeiro são mal vistos na nova Alemanha e figuram em listas negras: de Wassermann, Thomas e Heinrich Mann [2] a Bruckner e Hasenclever, passando por Emil Ludwig, Stefan Zweig, Arnold Zweig, Alfred Kerr, Georg Kaiser, Bert Brecht. Poder-se-ia alongar a lista à vontade. Bolcheviques culturais, “novembristas” [3], “literatos do betume”, eis o que são os escritores que não cessaram de desonrar o povo alemão (por exemplo conquistando para ele o Prêmio Nobel e a atenção do mundo inteiro). Thomas Mann, que a imprensa de Praga fez recentemente o mensageiro único e insubstituível do espírito alemão, se vê qualificado com predileção como “escrevinhador” no Der Angriff. No lugar desses ditos escrevinhadores, o fascismo germânico propões à nação e ao mundo tipos como come Hanns Heinz Ewers (o célebre e demoníaco pornógrafo de luxo, o lamentável autor de Mandrágora) e Hanns Johst [4], cujos títulos de peças traem o espírito que ele encarna: sua última comédia se intitulava muito lindamente Der Herr Monsieur[5] e gozava da “clique dos expatriados alemães”- em quais termos eu não quero saber.

A imprensa alemã não existe mais, toda liberdade de expressão, mesmo a mais modesta, é reprimida com um radicalismo notável (que ultrapassa mesmo, se isso é possível, a dos italianos). Como é sabido, todos os jornais dos partidos de esquerda estão proibidos. A “grande imprensa liberal” se vendeu ou, se esse ainda não é o caso, está constrangida a fazer soar a trombeta fascista (mesmo o boicote antissemita não suscitou uma palavra de crítica). De qualquer modo ela sucumbiu sem a menor resistência a uma morte pouco gloriosa e bem merecida. Os jornais do governo mentem já por princípio. Não há meio nenhum de se informar. Estão evidentemente proibidas as revistas que conservaram até o fim uma atitude corajosa e um nível elevado: Tagebuch e Weltbühne. Seus editores estão em fuga ou na prisão. Os jornais católicos tampouco estão em melhor situação. Quanto às revistas que foram forçadas a mudar de redatores, a escolha dos sucessores que lhes foi imposta é reveladora. Um exemplo entre muitos outros: para substituir o diretor da Literarische Welt, Willy Haas, escritor de grandes méritos e vasta experiência, designaram certo Eberhart Meckel, um jovem na faixa dos vinte anos, que publicou apenas alguns poemas e que tem a seu favor apenas uma irrepreensível “loirice.

Os teatros são submetidos a terem o essencial de seus repertórios escolhido por uma “liga de combate pela cultura alemã”; de resto, mesmo sem isso eles não ousariam apresentar outra coisa que peças nacionalistas. Os diretores judeus ou aqueles que não são irrepreensíveis politicamente são constrangidos a partir – entre eles os melhores e os mais meritórios, como Gustav Hartung em Darmstadt, que montou Édipo de André Gide –, quando eles não são espancados, como aconteceu ao diretor Barnay em Breslau. Nem a maior notoriedade é uma garantia, como o demonstra o caso de Max Reinhardt [6], a quem proibiram de trabalhar no Teatro Alemão, o qual ele havia fundado. O talento tampouco ajuda os atores judeus alemães a retornar aos palcos da Alemanha: Elisabeth Bergner, Pallenberg, Kortner, a Massary (para citar apenas os grandes nomes) seriam vaiados – supondo que se lhes permitissem se apresentarem. E já faz algum tempo que homens como Piscator não podem mais trabalhar na Alemanha.

A rádio, que já não brilhava por seu progressismo, tornou-se um instrumento de propaganda do regime. Os locutores ou autores judeus forma excluídos. Quando Hitler ou Göring não estão fazendo um discurso, transmitem a peça Schlageter[7] de Hanns Johst. Os diretores que tinham ambição intelectual, como Flesch, da rádio de Berlim, não conseguiam se manter nem antes da “tomada do poder”. Outro instrumento de propaganda muito importante, o filme. Arruínam as companhas de produção judias para assegurar o monopólio da UFA. Foi assim que proibiram sem razão plausível o principal filme da firma Nero, O testamento do doutor Mabuse. Foram igualmente proibidos todos os filmes russos, todos os filmes suspeitos de opiniões pacifistas (a começar por Nada de novo no front), assim como quase todos os que se passavam no meio operário (como o filme de Bert Brecht, Ventres gelados). Parece que querem limitar a produção às operetas e aos panfletos nacionalistas. Um incidente típico: quando o senhor Goebbels – provavelmente por inadvertência – citou recentemente o Potemkin entre os filmes podendo servir de modelo, essa observação escandalosa foi suprimida na notícia do discurso que o Angriff publicou.

Não recuam sequer diante da profanação da música, a arte com a qual os alemães mantêm a relação mais sentimental e respeitosa. Alguns dos maiores chefes de orquestra alemães são judeus. Esses deverão agora trabalhar no estrangeiro. O caso Bruno Walter [8] é o que fez mais barulho. Os casos de Klemperer, Kleiber, Blech não ficam  atrás na matéria [9]. Não somente Berlim teve que deixar de ser um centro intelectual, foi preciso também que ela perdesse seu status de cidade da música. Nem é preciso que o maestro boicotado seja judeu, basta que alguma coisa nele desagrade aos homens da S.A.: é o caso de Fritz Busch, que impediram de exercer suas funções de diretor musical da Ópera de Dresden. Mesmo Toscanini foi boicotado por ter ousado protestar contra o tratamento infligido a Bruno Walter. Ninguém duvida que será uma bagatela para o Partido Nacional-socialista dos Trabalhadores Alemães apresentar aos melômanos alemães um maestro do nível de Toscanini. Assim como os maestros, o repertório musical muda. Os bolcheviques culturais como Hindemith (particularmente execrado) não são mais executados. Além de Richard Wagner, será cultuado de preferência seu filho Siegfried, que goza no Partido de uma grande consideração.

Com toda evidência, não é diferente para a pintura e para todos os outros campos culturais. Também ali a palavra de ordem é: fim das experimentações, retorno aos bons velhos tempos, a Alameda da Vitória retornou à moda! A Alemanha que desperta tem uma forte tendência para o Kitsch. Quando prendem um homem de letras, julgam particularmente comprometedor descobrir em suas paredes desenhos de George Grosz – de resto, mais que as opiniões políticas do pintor chocava sua técnica “revolucionária”. Paul Klee, Kokoschka, Beckmann devem desaparecer das paredes alemãs. Quem sabe se Cézanne e Van Gogh serão ainda tolerados. A Secessão de Hamburgo foi proibida antes mesmo de abrir suas portas: ela foi suspeita de bolchevismo cultural. A Galeria Flechtheim em Berlim foi fechada. Em Dessau, os Nolde, os Kokoschka e outros foram arrancados do museu e manchados pelos valentes S.A. A palavra “expressionismo” – que esses bravos nazistas sabem tão pouco o que ela significa quanto a palavra “marxismo” – é empregada como sinônimo de “bolchevismo”). São ainda mais desconfiados em relação às tendências modernas em arquitetura. O teto liso, por exemplo, é considerado de imediato como uma espécie de traição – sabe Deus por que. Arquitetos como Poelzig ou Gropius nada mais têm a fazer na nova Alemanha, que tem necessidade de forças “estruturantes”. O fechamento da Bauhaus de Dessau apenas marcou o início da destruição das novas tendências arquitetônicas.

Vê-se que nada é esquecido, podemos prosseguir essa lista triste, da dança e da fotografia até as artes decorativas e a cultura física. Cultura e política devem ser “coordenadas” – para retomar outra expressão favorita da nova Alemanha. Esta tem incontestavelmente os meios para tal. Resta saber quem sofrerá no fim das contas. Salvo erro da nossa parte, será a Alemanha. Porque sabemos bem que é mais fácil destruir que construir. Ora, que valores culturais a nova Alemanha produz e coloca no lugar daqueles que ela destrói? Somos extremamente céticos em relação aos novos valores. Porque aqui não é “um” espírito em luta contra outro espírito, é o anti-espírito em luta contra o espírito e, a menos que ocorra um milagre, ele vencerá.


[1] As escolas de Wickersdorf e de Odenwald haviam sido criadas respectivamente em 1906 e 1910. Elas dispensavam uma educação humanista bastante livre e voltada para a modernidade, fundada sobre os valores da fraternidade e da democracia. Nos anos de 1922 e 1923, Klaus Mann frequentou a Escola de Odenwald, dirigida por seu fundador, Paul Geheeb.

[2] Thomas Mann (1875-1955): prêmio Nobel da Literatura em 1929. Autor de Considerações de um apolítico (1918), ele se opôs violentamente a seu irmão Heinrich, também escritor, que criticava a burguesia nacionalista e conservadora e defendia um engajamento social e humanista. Thomas Mann, no entanto, rapidamente se uniu à República de Weimar. Em 1933, ele deixou a Alemanha pela França, assim como seu irmão, depois emigrou para os EUA. Ele recusou retornar à Alemanha depois de 1945. Bibliografia sucinta: Os Buddenbrook (1901), Tonio Krüger (1903), Morte em Veneza (1912), A montanha mágica (1924), José e seus irmãos (1933-1943), Doutor Fausto (1947), As confissões de Félix Krull, cavalheiro de indústria (1954).

[3] Esse termo injurioso é utilizado como um sinônimo, abusivo no plano histórico, de “bolchevique”. Ele faz referência à revolução de novembro de 1918 que seguiu a queda do império e precedeu o estabelecimento da República de Weimar. Mais que a extrema-esquerda, foi o SPD, partido então no poder, que jogou um papel essencial nesses acontecimentos.

[4] Hanns Johst (1890-1978): dramaturgo conhecido por sua peça Schlageter onde se encontra a famosa réplica “Quando ouço a palavra cultura, saco meu revólver”. Ele presidiu a Câmara dos Escritores do Reich e a Academia dos Poetas. Julgado em 1949, foi condenado a três anos e meio de prisão.

[5] O senhor (em alemão) Monsieur (“senhor” em francês).

[6] Max Reinhardt (1873-1943): encenador austríaco que se voltou rapidamente para o teatro de vanguarda. Em 1905, ele assume a direção do Deutsches Theater de Berlim. Ele será, entre outros, o artífice do sucesso do ator Gustaf Gründgens. Depois de ter dirigido numerosos teatros na Áustria e na Alemanha, ele emigra para os Estados Unidos em 1933.

[7] Albert Leo Schlageter: soldado franco condenado à morte por um tribunal militar francês durante a ocupação do Ruhr em 1923. Johst via nele “o primeiro soldado do Terceiro Reich”.

[8] Bruno Walter (1876-1962): chefe de orquestra, marcado por seu encontro com Gustav Mahler na Ópera de Hamburgo (1894), grande intérprete dos reportórios austríaco e alemão. Diretor Geral da Música em  Munque (1913-1922), ele se manteve amizade com Thomas Mann e sua esposa Katia e contribuiu grandemente à educação musical de Klaus e Erika Mann. Obrigado a deixar a Alemanha em 1933 por suas origens judaicas, ele se refugiou na Áustria, depois, após a Anschluss, nos EUA, onde ele terminou sua carreira como regente da Metropolitan Opera de Nova York.

[9] Os maestros Bruno Walter, Otto Klemperer, Erich Kleiber e Leo Blech foram boicotados pelo regime nazista devido às suas origens judaicas.


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